Quem poderá explicar o que faz o álcool no sangue?
Se não aquele que bebe, e alguma coisa esconde.
Lembranças de momentos passados, fazem o ébrio chorar
Ou em estado mais fraco, o faz sorrir e abraçar.
Quem bebe tenta dizer, em pouco tempo o que sente.
Mas sempre acaba envolvido, por algo que o surpreende.
Ou um sorriso ligeiro, ou um olhar oprimido
Mas nada esconde do peito, o desejo que está escondido.
Uma lembrança marcante, sempre voltada ao passado
Ou um desejo profundo, que o deixa encorajado
Nessas andas da vida, em cada bar uma historia
Mas nada podendo apagar, o que ele trás na memória
Palavras de sinceridade, expressa em repetição
Mas são palavras sinceras, que saem do seu coração
Pena que aquele que ouve, não tenha o poder de sentir
E trata com muito desdém, o que insiste ele em repetir
Por fim na cabeça do ébrio, parece ser tudo normal
Pensa ter sido agradável, e que vive o mundo real
Passado o efeito do álcool, pouco se lembra do feito
Mas no seu coração insiste em esconder seus defeitos.
Seja uma magoa profunda, ou uma perda sentida
Tenta esconder o que sente, em muitos copos de bebida
Assim vive seu presente, lembrando do seu passado
Esqueçendo-se do futuro, fica desnorteado
Graças a Deus que no céu, habita um ser soberano
Que nunca aponta meus erros, pois sabe que sou ser humano.
M.F.C
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